Os custos de manutenção e a rentabilidade na criação de equinos são fatores decisivos para a sustentabilidade econômica dos criatórios. Segundo Aldo Vendramin, compreender a estrutura de custos permite avaliar com maior precisão o retorno financeiro das atividades de criação, treinamento e comercialização de cavalos, tornando a gestão econômica tão relevante quanto o manejo técnico dos animais.
Nesse contexto, despesas com alimentação, sanidade, infraestrutura e mão de obra impactam diretamente os resultados financeiros, enquanto a valorização genética e o desempenho em competições podem ampliar as margens de rentabilidade. Assim, o controle dos custos de manutenção se torna essencial para equilibrar investimento, qualidade e retorno econômico. Leia e saiba mais sobre como a gestão financeira influencia a criação de equinos.
Alimentação e custos nutricionais
A alimentação representa uma das principais despesas na criação de equinos. De acordo com Aldo Vendramin, a qualidade e o equilíbrio nutricional são fundamentais para garantir saúde, desempenho e valorização dos animais, o que exige planejamento e controle dos gastos com ração e pastagens.

Nesse sentido, a escolha adequada de dietas e a utilização de pastagens bem manejadas ajudam a reduzir custos sem comprometer a condição física dos cavalos. O criatório consegue manter padrões nutricionais elevados com maior eficiência econômica. Como consequência, o controle nutricional passa a ser parte essencial da gestão do criatório.
Sanidade e prevenção de doenças
Aldo Vendramin ressalta que a sanidade dos equinos também influencia diretamente os custos de manutenção. Programas preventivos de vacinação, vermifugação e acompanhamento veterinário reduzem a incidência de doenças e evitam despesas emergenciais mais elevadas.
Nesse contexto, a prevenção torna-se mais econômica do que tratamentos corretivos, que muitas vezes exigem intervenções complexas e afastamento dos animais das atividades produtivas. Com isso, o criatório preserva a saúde do plantel e mantém a regularidade das operações. Como resultado, a gestão sanitária adequada contribui para a redução de custos ao longo do tempo.
Estrutura física e custos operacionais
A estrutura física do criatório também impacta a rentabilidade da atividade. Sob a ótica de Aldo Vendramin, instalações bem planejadas reduzem custos de manutenção e aumentam a eficiência no manejo dos animais, evitando retrabalhos e desperdícios. Nesse movimento, baias adequadas, áreas de exercício e sistemas de drenagem contribuem para o conforto dos cavalos e para a durabilidade das instalações.
A genética exerce influência direta na rentabilidade da criação de equinos. Animais com boa linhagem e desempenho funcional tendem a alcançar maior valorização no mercado, o que compensa investimentos realizados ao longo do processo de criação. Portanto, o planejamento reprodutivo se torna estratégia econômica, pois permite direcionar cruzamentos com foco em características valorizadas.
Gestão financeira e equilíbrio econômico do criatório
A rentabilidade na criação de equinos depende do equilíbrio entre custos e receitas ao longo do tempo. O acompanhamento detalhado das despesas e das fontes de renda permite decisões mais seguras e alinhadas à realidade econômica do criatório. Ao mesmo tempo, a organização financeira facilita o planejamento de investimentos em genética, estrutura e treinamento.
Aldo Vendramin enfatiza que a gestão econômica se torna ferramenta estratégica para a sustentabilidade da atividade. Sob essa perspectiva, o controle dos custos de manutenção é fundamental para garantir a rentabilidade na criação de equinos. A integração entre manejo técnico, planejamento financeiro e valorização genética permite construir um sistema produtivo eficiente, competitivo e economicamente equilibrado.
Autor: Ricky Nones
