Como ressalta o especialista Alex Nabuco dos Santos, a especificação de insumos tecnológicos, como vidros de controle solar e materiais de mudança de fase, vem redefinindo a forma como os edifícios gerenciam seu desempenho térmico. Essas soluções atuam de maneira passiva na regulação da temperatura interna, reduzindo a dependência de sistemas mecânicos.
Neste artigo, serão analisados os impactos dessas tecnologias na economia de eletricidade, na melhoria do conforto ambiental e no aumento da competitividade de empreendimentos que buscam alinhar alta performance com sustentabilidade efetiva.
O que define um material como inteligente na construção civil?
Diferentemente dos componentes convencionais, os materiais inteligentes possuem a capacidade de alterar suas propriedades físicas em resposta a estímulos externos, como temperatura, luz ou pressão. Na visão do empresário Alex Nabuco dos Santos, essa adaptabilidade transforma o edifício de uma estrutura passiva em um sistema dinâmico de gestão energética.
As superfícies envidraçadas costumam ser pontos críticos de ganho ou perda de calor em um edifício, tornando-se foco central das inovações recentes. A aplicação de vidros de baixa emissividade e com controle de radiação infravermelha é fundamental para reduzir a carga térmica interna sem comprometer a iluminação natural. Esses vidros atuam como filtros seletivos: permitem a entrada de luz visível, mas bloqueiam parte significativa das ondas de calor responsáveis pelo superaquecimento dos ambientes.
Qual é o papel dos materiais de mudança de fase no controle de temperatura?
Entre as soluções mais promissoras para estabilidade térmica estão os materiais de mudança de fase, conhecidos pela sigla PCM. Segundo Alex Nabuco dos Santos, esses materiais funcionam como verdadeiras baterias térmicas, absorvendo calor durante os períodos mais quentes e liberando essa energia quando a temperatura externa diminui.
Quando incorporados a paredes, forros ou pisos, os PCMs ajudam a manter a temperatura interna dentro de uma faixa de conforto mais estável, reduzindo a dependência de sistemas ativos de climatização. Essa tecnologia é especialmente eficaz para suavizar picos de consumo energético, já que diminui as oscilações térmicas que forçam o ar-condicionado a operar em potência máxima. Além disso, o conforto resultante tende a ser percebido como mais natural e equilibrado pelos usuários.

De que maneira a especificação técnica reduz custos a longo prazo?
Embora materiais de alta tecnologia possam exigir investimento inicial mais elevado, o retorno costuma ocorrer ao longo da operação do edifício. O mercado imobiliário passou a avaliar o custo total de propriedade, no qual a economia energética acumulada ao longo de anos frequentemente supera a diferença de custo na fase de implantação.
Alex Nabuco dos Santos enfatiza que empreendimentos equipados com materiais inteligentes tendem a apresentar maior valorização, pois o baixo consumo energético é um critério cada vez mais relevante em auditorias técnicas e decisões de investimento em ativos de alto padrão.
A inteligência material como motor da economia sustentável
A integração de materiais inteligentes deixou de ser tendência de nicho para se tornar estratégia essencial de competitividade na construção civil. Reduzir o consumo energético de forma passiva passou a ser um dos principais indicadores de qualidade técnica de um empreendimento.
Como resume Alex Nabuco dos Santos, o sucesso de um projeto imobiliário contemporâneo depende da coragem de especificar tecnologias que entreguem resultados mensuráveis. Ao transformar fachadas, paredes e janelas em sistemas ativos de eficiência, o setor eleva o padrão da engenharia e oferece ao mercado ativos mais resilientes, econômicos e alinhados às demandas ambientais do futuro.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
