Caseifici de Parmigiano Reggiano e acetaie de Modena ajudam a revelar processos em que território, tempo e técnica continuam inseparáveis
Na Emília-Romanha, alguns dos produtos mais conhecidos da gastronomia italiana só fazem sentido quando observados no lugar onde são produzidos. Parmigiano Reggiano e Aceto Balsamico Tradizionale di Modena carregam regras de origem, técnicas específicas e tempos de maturação que transformam uma degustação em uma leitura mais ampla do território.
Antonella Amaral Giancoli, fundadora da Benarrivati, explica que é justamente essa dimensão que interessa à curadoria. Mais do que provar produtos emblemáticos, a proposta é compreender aquilo que acontece antes de eles chegarem à mesa.
Uma produção com raízes medievais
A história do Parmigiano Reggiano remonta à Idade Média. Hoje, sua produção continua restrita à área de origem definida pela denominação e utiliza apenas leite, sal e coalho, sem aditivos ou conservantes.
Depois da produção, cada roda precisa maturar por pelo menos 12 meses antes de receber a avaliação que determina se poderá levar oficialmente o nome Parmigiano Reggiano.
Visitar um caseificio permite acompanhar parte desse processo, da transformação do leite às grandes salas onde centenas de rodas permanecem durante meses ou anos.
Em Modena, o tempo também entra na receita
O Aceto Balsamico Tradizionale di Modena DOP segue outra lógica de espera. Produzido a partir de mosto cozido, passa por sucessivas transferências entre recipientes de diferentes tamanhos e tipos de madeira.
Pelas regras da denominação, o período de maturação e envelhecimento não pode ser inferior a 12 anos. A versão Extravecchio exige pelo menos 25 anos.
“Na Emília-Romanha, gosto de mostrar que produtos muito conhecidos escondem processos que exigem tempo e conhecimento. Quando você entra em um caseificio ou em uma acetaia, aquilo que parecia apenas um ingrediente passa a contar uma história muito maior sobre a região”, afirma Antonella Amaral Giancoli.
Nem toda visita precisa seguir o mesmo formato
Há produtores que recebem visitantes regularmente, enquanto outros trabalham com horários e condições específicas. Algumas experiências são mais técnicas, outras combinam produção, história e degustação.
Para a Benarrivati, a escolha depende do interesse do viajante. Quem deseja compreender o processo do queijo pode encontrar mais valor em acompanhar a produção pela manhã; já uma visita a uma acetaia pode concentrar a atenção no envelhecimento e nas diferenças entre os produtos.
Gastronomia como forma de conhecer a região
Incluir Parma, Modena e outros pontos da Emília-Romanha em um roteiro gastronômico não significa apenas acumular degustações.
Para Antonella Amaral Giancoli, o interesse está em conectar cada produto ao lugar onde nasceu, aos métodos que o definem e ao tempo necessário para produzi-lo.
É essa leitura que orienta a Benarrivati na região: transformar alimentos já conhecidos internacionalmente em uma porta de entrada para compreender melhor a cultura que existe por trás deles.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.
